Procedimentos esterilização

Na generalidade, o termo desinfecção diz respeito aos químicos usados na limpeza de superfícies. 

As bactérias vegetativas (não formadoras de esporos), os fungos, os vírus e os protozoários sofrem uma morte rápida, quando submetidos a temperaturas entre 60 a 65oC.

As bactérias formadoras de esporos e as espécies Mycobacteria possuem uma parede celular protectora, que as torna mais resistentes a processos térmicos. Para destruir estes organismos, é necessário recorrer a temperaturas elevadas geradas durante a esterilização. Os priões são muito resistentes a altas temperaturas, o que faz com que sejam maioritariamente removidos através de outros processos, como a limpeza e desinfeção.

A completa remoção das bactérias é um passo fundamental, uma vez que as endotoxinas (substancias derivadas da parede celular de bactérias Gram- negativas inactivas), embora não sendo infeciosas, podem desencadear uma reação inflamatória que, por vezes termina num choque toxico fatal. 

Os desinfectantes podem ser divididos em três níveis:

Desinfectantes de alto nível
  • Têm a capacidade de inactivar esporos bacterianos resistentes e outros microrganismos. O gás de óxido de etileno, as soluções de glutaraldeído para imersão, o ácido peracético e determinadas preparações de peróxido de hidrogénio são exemplos de desinfectantes deste tipo. Estas substâncias têm sido usadas na esterilização de materiais que, devido às suas características, não podem ser submetidos a processos de esterilização térmicos. Contudo, um tempo de imersão superior a 12 horas é requerido para que a esterilização com glutaraldeído seja eficaz e um período entre 16 a 24 horas para a esterilização com gás de óxido de etileno. Estes intervalos recomendados podem atingir valores superiores, se em presença de contaminação elevada. Frequentemente, em alternativa à imersão prolongada em soluções de glutaraldeído activado, efectua- se uma exposição dos materiais durante 20 a 30 minutos associada a um posterior enxaguamento com água.

Desinfectantes de médio nível
  • Que embora não tendo a capacidade de inactivar endoesporos bacterianos, são activos sobre bacilos de tuberculose. Os compostos de clorina, os iodóforos, os álcoois e diversos desinfectantes fenólicos incluem-se nesta categoria.

Desinfectantes de baixo nível
  • São agentes químicos com menor espectro de acção antimicrobiano. Neste grupo incluem-se os compostos de amónio quaternários, fenólicos simples e detergentes. Estão indicados na limpeza de superfícies que não estejam contaminadas com material com potencial de transmissão infeciosa. Embora este tipo de desinfectantes possa inactivar certos vírus e bactérias em estado vegetativo, eles podem ter uma actividade irregular sobre bactérias Gram-negativas, como a Pseudomonas sp, e não têm acção sobre bacilos de tuberculose e vírus não lipídicos.